# Cadastro e Configuração de Sensores

**Projeto:** SmartVac  
**Área:** Administração  
**Público principal:** administradores e equipe técnica SmartVac  
**Situação do documento:** Revisado

## 1. Objetivo

Orientar a criação, a edição e a exclusão de sensores vinculados a um equipamento sensoriado.

## 2. Pré-requisitos

- Equipamento sensoriado existente;
- Monitoramento desabilitado para permitir edição;
- Relação dos códigos enviados na telemetria;
- Identificação da função e unidade de cada sensor;
- Definição de fases e circuitos do equipamento.

## 3. Inclusão

1. Abra o equipamento sensoriado.
2. Selecione a opção para adicionar um sensor.
3. Preencha os campos conforme a telemetria e a instalação.
4. Selecione **Salvar**.
5. Volte ao equipamento e confira o sensor na lista.

## 4. Campos de identificação

### 4.1 Código

É obrigatório, numérico e único em todo o cadastro de sensores.

- Na inclusão manual, deve ser informado;
- Na duplicação de equipamento, o sistema gera novos identificadores para as cópias.

### 4.2 Nome

Nome descritivo completo, com até 100 caracteres. Use o padrão já adotado para sensores equivalentes.

Exemplos:

- Temperatura de insuflamento;
- Temperatura de retorno;
- Corrente R do circuito A;
- Temperatura da linha de líquido.

### 4.3 Nome reduzido

Nome compacto usado em apresentações com pouco espaço, inclusive no aplicativo. É obrigatório e aceita até 100 caracteres.

### 4.4 Unidade de medida

Campo obrigatório de até cinco caracteres.

Exemplos usuais:

- `°C` para temperatura;
- `A` para corrente;
- `V` para tensão;
- `%` para umidade relativa.

### 4.5 Ordem

Campo numérico obrigatório usado para ordenação. Mesmo que sua influência visual possa variar entre versões, mantenha um padrão coerente entre sensores semelhantes.

### 4.6 Grupo

Campo obrigatório de até 255 caracteres. Preserve o padrão existente no equipamento de referência enquanto o campo permanecer exigido pelo sistema.

### 4.7 Descrição

Campo opcional de até 500 caracteres. Utilize para esclarecer função, posição, circuito ou particularidade que não esteja evidente no nome.

## 5. Classificação e apresentação

### 5.1 Tipo

Campo obrigatório. O mesmo equipamento não pode possuir dois sensores do mesmo tipo.

O tipo influencia quais regras e modelos avaliam o sensor. Se o tipo esperado já estiver sendo usado, não escolha outro apenas para contornar o bloqueio: reveja a estrutura do cadastro.

### 5.2 Sensor principal no app

Marque os sensores que devem aparecer em destaque na tela principal do equipamento.

Exemplos usuais:

- Split: insuflamento e retorno;
- Chiller ou fancoil: entrada e saída de água, conforme o projeto.

A seleção deve representar o que é mais útil ao usuário, não todos os sensores disponíveis.

## 6. Campos operacionais

### 6.1 Valor padrão sugerido e valor nominal

São campos numéricos opcionais mantidos no cadastro. Não invente valores. Preencha somente quando houver uma definição técnica para aquela grandeza.

### 6.2 Período de verificação

Campo numérico obrigatório. Preserve o padrão operacional definido para sensores equivalentes.

### 6.3 Status

O cadastro admite **Normal** ou **Alarme**. O status também pode ser alterado pelo processamento do sistema. Não use esse campo como substituto da correção de limites ou de problemas físicos.

### 6.4 Risco

O risco varia de **Sem risco** a **Muito alto**. Como o sistema também calcula risco, altere manualmente somente quando o procedimento operacional exigir.

## 7. Limites e relacionamentos

O formulário possui ainda:

- Limite mínimo seguro;
- Limite máximo seguro;
- Corrente mínima para alertas imediatos;
- Corrente mínima de operação para IA;
- Sensor de indicação de equipamento ligado;
- Sensor externo;
- Sensor de degelo.

Esses campos são explicados em [Limites, Relacionamentos e Inteligência Artificial](https://docs.smartvac.app/05_limites_relacionamentos_ia.md).

## 8. Edição e bloqueio

Quando o equipamento está sendo monitorado, a tela informa que os sensores não podem ser editados e bloqueia os controles.

Para uma alteração planejada:

1. Confirme o impacto operacional;
2. Desabilite o monitoramento do equipamento;
3. Faça a alteração;
4. Confira o cadastro;
5. Valide as leituras;
6. Habilite novamente o monitoramento.

## 9. Exclusão

Antes de excluir um sensor, confirme:

- Se o código deixou de ser enviado;
- Se outro sensor o utiliza como indicador, externo ou degelo;
- Se ele participa de apresentação, alerta ou IA;
- Se a exclusão é preferível à correção do cadastro.

## 10. Problemas comuns

<table id="bkmrk-sintoma-causa-prov%C3%A1v"><thead><tr class="header"><th>Sintoma</th><th>Causa provável</th><th>Ação</th></tr></thead><tbody><tr class="odd"><td>Código já utilizado</td><td>Outro sensor possui o mesmo ID</td><td>Localizar o ID antes de salvar</td></tr><tr class="even"><td>Tipo já utilizado no equipamento</td><td>Duplicidade de tipo</td><td>Corrigir o sensor existente ou rever a classificação</td></tr><tr class="odd"><td>Campos bloqueados</td><td>Monitoramento habilitado</td><td>Desabilitar o monitoramento de forma planejada</td></tr><tr class="even"><td>Sensor não aparece em destaque</td><td>Principal no app desmarcado</td><td>Marcar somente se ele realmente for principal</td></tr><tr class="odd"><td>IA ignora o sensor</td><td>Tipo ou relacionamento incorreto</td><td>Rever tipo e sensores relacionados</td></tr></tbody></table>

## 11. Checklist

- <label> [ ] Código corresponde à telemetria;</label>
- <label> [ ] Nome e nome reduzido seguem o padrão;</label>
- <label> [ ] Unidade correta;</label>
- <label> [ ] Ordem e grupo preenchidos;</label>
- <label> [ ] Tipo correto e não duplicado;</label>
- <label> [ ] Sensor principal definido quando aplicável;</label>
- <label> [ ] Limites e relacionamentos revisados;</label>
- <label> [ ] Leitura recebida e coerente;</label>
- <label> [ ] Monitoramento restaurado ao final.</label>

## 12. Resultado esperado

Cada leitura recebida deve ser associada ao sensor correto, exibida com nome e unidade adequados e interpretada pelas regras compatíveis com sua finalidade.